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Eras Geológicas

Visando a organização e a estruturação da história do mundo, os estudiosos dividiram o tempo em cinco períodos, chamados de Eras Geológicas.
A sucessão das eras é feita com base em acontecimentos marcantes e decisivos para a Terra, mais precisamente, dando foco para as alterações que foram ocorrendo na crosta terrestre ao longo dos tempos.

As cinco eras geológicas:

Os cinco períodos foram nomeados pelos cientistas de, respectivamente: Era Arqueozóica, Era Proterozóica, Era Paleozóica,Era Mesozóica e Era Cenozóica.
A seguir, vamos analisar cada uma dessas eras, levando em conta os fatos mais marcantes que ocorreram em cada uma delas.

Era Arqueozóica:

O grande começo, há quatro bilhões de anos atrás. Foi nessa era que se iniciou a formação da crosta de Terra. Surgiram, também, as mais velhas formações do relevo terrestre, com o aparecimento das rochas magmáticas e dos chamados escudos cristalinos.

Era Proterozóica:

Acredita-se que essa era tenha tido seu início há cerca de 2,5 milhões de anos atrás. Foi o período em que as atividades vulcânicas se intensificaram, originando os depósitos de materiais como ouro, ferro e manganês.
Um fato muito importante dessa era foi o surgimento de espécies avançadas de seres unicelulares.

Era Paleozóica:


Com seu início estimado em cerca de 550 milhões a 250 milhões de anos atrás, a Era Paleozóica constituiu um período de grandes transformações na Terra. Nela, surgiram montanhas, rochas e florestas, além de espécies animais como os primeiros insetos e répteis.

Era Mesozóica:

Estima-se que essa era teve seu início há cerca de 250 milhões de anos atrás. Suas características mais marcantes foram as sedimentações de partes do fundo oceânico (fato que originou as jazidas petrolíferas que encontramos hoje), o surgimento de mamíferos, a evolução da flora e o surgimento dos dinossauros.

Era Cenozóica:

Até então, a última das chamadas eras geológicas. Esse período foi dividido em suas etapas, chamadas, respectivamente, de Período Terciário e Período Quaternário.
No período chamado de Terciário, iniciado há cerca de 60 milhões de anos atrás, encontramos característicos como o movimento intenso da crosta, o surgimento de aves, mais espécies de mamíferos e o aparecimento dos primeiros primatas.

Já o Quaternário, que teve início há cerca de 1 milhão de anos atrás, foi marcado pela formação atual dos continentes e dos oceanos, assim como um dos fatos mais marcantes de todos: o surgimento da raçahumana.

Evolução da Terra e fenômenos geológicos

ORIGEM

Desde sua origem, há 4,56 bilhões de anos, a Terra já sofreu inúmeras mudanças geológicas. Apesar da aparente estabilidade, os continentes se mantem em constante movimento e algum dia podem até se partir, fazendo com que algumas cordilheiras surjam e outras desapareçam. 
Tudo faz parte de um ciclo geológico. Enquanto a maioria dos processos são muito lentos e quase imperceptíveis, outros são abruptos e tem consequências muitas vezes devastadoras. Os desastres naturais, como os terremotos e as erupções vulcânicas, mostram a magnitude dos processos que ocorrem no interior do planeta. 

ESTRUTURA INTERNA DA TERRA

O interior da Terra divide-se em três partes quimicamente diferentes: crosta, manto e núcleo, de maneira semelhante à composição de um ovo. 
Estrutura interna da Terra (Foto: Reprodução/Colégio Qi)Estrutura interna da Terra (Foto: Reprodução/Colégio Qi)


A crosta terrestre
A crosta é porção externa, fina e rígida da Terra. Embora seja composta de material rochoso, é muito frágil em resistência. Nosso planeta possui uma crosta continental e uma oceânica que diferem em espessura, densidade e tipo de rochas. 
A crosta continental possui as rochas mais antigas já encontradas (4 bilhões de anos). A relativamente jovem crosta oceânica compõe-se de material rochoso pesado; pelo fato de prevalecerem os compostos de silício e magnésio, ela também é conhecida como “SiMa”. O material da crosta continental é menos denso, composto de granito com alto conteúdo de silício e alumínio (“SiAl”).

O manto 
Em média, o manto tem 2.850 km de espessura e representa aproximadamente 68% da massa da Terra. Sua camada superir consiste em material rochoso e, junto com a crosta sólida, forma a litosfera. Há, no manto terrestre, alguns pontos mais quentes que o restante, chamados de hot spots (pontos quentes). Nesses locais, o material do manto tende sempre a subir e atravessar a crosta. Quando ele consegue isso, forma-se na superfície da Terra um vulcão.

O núcleo  
O núcleo é composto basicamente de ferro (80%) derretido, alcançando uma temperatura de 1.000°C. Acredita-se que o núcleo terrestre seja formado de duas porções, uma externa, de consistência líquida, e outra interna, sólida e muito densa. 

TIPOS DE ROCHA

Tipos de rocha (Foto: PRESS, Frank. Para entender a Terra. Bookman, 2008. p. 105)Tipos de rocha (Foto: PRESS, Frank. Para entender a Terra. Bookman, 2008. p. 105)



As rochas são compostas por um agregado sólido de minerais. As primeiras rochas da Terra foram formadas a partir do resfriamento superficial do magma, fazendo com que a rocha derretida cristalizasse essas rochas são chamadas magmáticas ou ígneas
Quando essa rocha sofre mudanças na estrutura cristalina original (mineralogia, textura ou composição química), devido a mudanças de pressão ou temperaturas altas o bastante para as rochas modificarem, seja por recristalização ou por reações químicas, surgem as rochas metamórficas
As rochas sedimentares, mais abundantes na superfície da Terra, são formadas pela compactação de sedimentos produzidos pelo intemperismo (sedimentação), isto é, a desagregação física, dissolução química ou decomposição biológica das rochas em fragmentos de vários tamanhos. 

FORMAÇÃO DOS CONTINENTES

Tipos de rocha (Foto: Colégio QI)Evolução dos continentes (Foto: Colégio QI)




Teoria da Deriva dos Continentes
Apesar da atual divisão do mundo em continentes parecer uma situação estática, se nos basearmos em um referencial de milhões de anos, tudo indica que não é bem assim.
Segundo a Teoria da Deriva dos Continentes, existe um movimento, ainda que imperceptível dentro de nossa vivência de tempo, que faz com que os continentes se desloquem lentamente. Essa teoria foi proposta em 1912 pelo alemão Alfred Wegener, que observou o recorte da costa leste da America do Sul e o comparou com a da costa oeste da África e notou algumas semelhanças, como se os dois lados tivessem um dia estado juntos.
Em determinada época, há centenas de milhões de anos, todos os continentes formavam um só bloco, a Pangeia. Ao longo de milhões de anos, com o movimento das placas tectônicas a Pangeia dividiu-se inicialmente em duas partes: Gondwana e Laurásia. Daí para frente, as partes foram fragmentadas, até assumir a forma atual.
Teoria da tectônica de placas
A tectônica de placas é uma teoria geológica sobre a estrutura da litosfera. A teoria explica o deslocamento das placas tectônicas que formam a superfície terrestre, assim como a formação de cadeias montanhosas, as atividades vulcânicas e sísmicas e a localização das grandes fossas submarinas. Dessa forma, a crosta está dividida em muitos fragmentos, as placas tectônicas. As placas flutuam sobre o manto, mais precisamente sobre a astenosfera, uma camada plástica situada abaixo da crosta. Movimentam-se continuamente, alguns centímetros por ano. Em algumas regiões do globo, duas placas se afastam uma de outra e em outros, elas se chocam. Acredita-se que o motor da tectônica de placas seja a corrente de convecção – material quente que sobe e material frio que desce produzida por essa troca.
Os continentes continuam se movendo até hoje. A teoria da Tectônica de Placas, que aperfeiçoou a Teoria da Deriva Continental, é, atualmente, a forma mais aceita de se explicar a formação dos continentes.


Vídeo Aula
https://youtu.be/EUzU64VCAtI